Por que Unção, Poder, Fogo e Glória? Por Apóstolo Dr. Thomé Tavares, PhD

Unção, Poder, Fogo e Glória!

(*) Thomé Eliziário Tavares Filho

RESUMO

O presente Artigo diz respeito a expressões bíblicas de natureza espiritual, que  compõe um sistema de crenças e de valores que formatam  um novo e diferente  estilo de vida . Essas expressões atuam como  vetores na individuação, integralizando a personalidade através da promoção do protagonismo na história humana. Trata-se de variáveis fenomenológicas que atuam diretamente na inteligência espiritual e no mapeamento da cognição social, enquanto a pessoa atua na esfera humana.   Segundo Gordon Allport, (1962)  a lógica da experiência

espiritual é fator de integração da personalidade, e, Heidegger (1979) por sua vez emite o conceito do  “Continuum”, que funciona como um aspiral  para realizações  transcendentais em que as limitações do homem se superam com novas realizações nessa lógica da íntima e completa comunhão e intimidade com o Sagrado e os Valores Eternos. Portanto:  Unção, Poder, Fogo e Glória são expressões multidimensionais e que trazem consigo manejos comportamentais com resultados espirituais magníficos e que se constitui em ferramenta operacional da  Missão Apostólica sem Fronteiras.

PALAVRAS CHAVES

Unção. Poder. Fogo e Glória.

INTRODUÇÀO

São  quatro (4) Palavras de ordem espiritual  que estabelecem o Governo de Deus na prática ministerial da Missão Apostólica sem Fronteiras. Para além de um slogan  ou de uma marca registrada, essas quatro (4) Palavras denotam o nível de Unção que se põe como um Manto de mistério na MASF-BRASIL, ultrapassando qualquer dogma, axioma ou preceitos filosóficos.

Colocados numa seqüência  lógica como um  continuum crescente e ascendente, Unção, Poder,  Fogo e Glória envolve um co-experienciar do natural para o sobrenatural; do reino físico para o reino espiritual; do campo humano para o campo divino; e de concepção multidimensional que envolve   manifestações comportamentais da motivação, da  afetividade, das  emoções, e  das potencialidades  cognitivas.

Naturalmente, essa expressão é usada pelos Obreiros e Líderes da MASF-BRASIL   em ocasiões das mais íntimas e permanentes experiências com o Eterno, e que define o papel e a função de uma Igreja Apostólica com perspectiva futurísticas,  que vivencia o sobrenatural de Yeshua em tempo real, e que envolve o viver diário como estilo de vida. Jesus deu ênfase especial quanto a essa experiência se utilizando de termos como novo nascimento, viver em novidade de vida, e de vida abundante. Ao co-experienciar esse fenômeno o Apóstolo Paulo declarou: “Considero tudo como perda, por causa da sublimidade do CONHECIMENTO de Cristo Jesus, meu Senhor! (Filipenses 3:8). Em suma, são expressões espirituais, formatadas num sentido lógico e que explica a prática ministerial da Missão Apostólica sem Fronteiras, como veremos em detalhes, logo a seguir.

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(*) O Autor é  Pesquisador  do CNPQ,   fundador e Presidente Nacional da Missão Apostólica sem Fronteiras.

  1. UNÇÃO

Tem suas raízes no cumprimento das Profecias  do derramar do Espírito Santo registradas  no Livro do Profeta Joel 2:28-32, e ocorridas após a ascensão do Senhor Jesus, que  aconteceu  em Jerusalém, no Dia do Pentecoste,  conforme relato no Livro de Atos capítulo 2, versos de 1 a 13.

Com o advento do Pentecostes no século I, inaugurou-se uma nova fase na  vida da Igreja do Senhor Jesus, em que todas as ações ministeriais são direcionadas através do  Seu  Espírito.

Assim entendemos que a hora e a vez é do Espírito Santo, e nossa prática de Ministério é desenvolvida nessa dispensação, conforme registros sobrenaturais no Livro do Profeta Ezequiel 1:1-20, na Unção dos quatro seres através dos  dons espirituais que se configuram como ferramentas, e com os Frutos que integralizam  nossa personalidade conforme o caráter e a mente do Senhor Jesus.

O Senhor Jesus coloca o vivenciar com o Seu Espírito como uma condição única e singular para a prática ministerial em nossos dias, conforme relato em João 15:5 Sem mim nada  podeis fazer.

Nesse mesmo Evangelho segundo João, nos capítulos 15, 16 e 17, Jesus dá bastante ênfase sobre essa koinonia que deve ser gerada numa experiência sobrenatural que devemos construir afim de que o Espírito Santo mantenha total  hegemonia, controle e direcionalidade em  nosso Ministério. O Senhor Jesus até orou para que esse mesmo nível de Unção, Poder, Fogo e Glória (João 17:22) esteja permanentemente como um Manto de Mistério sobre o nosso Ministério.

O Profeta João Batista que protagonizou o Ministério Messiânico, ao ver Jesus pela primeira vez assim declarou: Eis aí o Ungido de Deus que tira os pecados do mundo (João 1:29).

Esse Ministério na cobertura da UNÇÃO do Espírito Santo foi prenunciado através do Profeta Isaias no capítulo 61, se referindo a Yeshua Ramashia (O Ungido de Deus). E ele mesmo, o Senhor Jesus Cristo assim se auto-declarou  no Evangelho de Lucas 4:19 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me para apregoar a liberdade aos cativos, para dar vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos e para anunciar o Ano Aceitável do Senhor.

Essa mensagem  tem sido a premissa, os fundamentos e o núcleo básico para a Missão Apostólica sem Fronteiras.  Promover o Avivamento direcionados com a Unção do Espírito Santo é o que justifica a existência da MASF-BRASIL.

2   2. PODER

Tomamos posse como Promessa em Atos 1:8 “Mas recebereis Poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”.  No Evangelho segundo Marcos 16:17 Jesus nos dá em detalhes a força operante do Poder do Espírito Santo para o exercício do Ministério da MASF. “E estes sinais seguirão aos que crêem. E em Meu Nome expulsarão demônios; falarão em novas  línguas; pegarão em serpentes e se beberem alguma coisa mortífera, nada lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e eles ficarão curados”. 

Sem esse Poder nada pode ser feito e assim não pode haver ministrações. O Poder do Espírito Santo é a herança dos Obreiros da MASF-BRASIL, e nesse Manto a Igreja tem frutificado com uma colheita sem precedentes em nossa história. No Poder do Espírito Santo  não medimos economia para o bom desempenho da obra. Queremos esse selo da promessa; queremos essa Unção dobrada; queremos essa Unção sem limites que estava no Ministério de Elias; de Eliseu; de Gideão e de tantos outros valentes guerreiros; como nos guerreiros da Tribo de Gades em que o menor valia por cem, e o maior por mil (I Crônicas 12:8-14). E como esteve também  no Ministério do Apóstolo Paulo, fundador da 1ª MASF no século I, que conquistou o Oriente Médio, vários países da Ásia, da Europa e da África, conquistando territórios, colhendo milhares e milhares de almas, e se investindo em novas lideranças à partir dos novos discípulos que iam se convertendo ao Senhor Jesus. Eram milhares e milhares de almas convertidas entre os judeus e entre os gentios.

Ao iniciar o seu ministério, o Senhor Jesus deixou bem claro em  Mateus 28:18 É me dado todo o poder nos céus e na terra. A força operante desse Poder era tão forte que emanava de seu próprio talith, conforme registro em Lucas 6:19. Os Apóstolos também herdaram a força desse Poder sobrenatural, como exemplo em Atos 5:15, a Bíblia nos assegura que havia  Unção na sombra de Pedro. Em Atos 19:12 pessoas levavam  lenços e  aventais para serem ungidos, e assim eram curadas e libertas. Vimos esse Poder Sobrenatural se manifestar nos QualiCamps de nossas Congregações. O Poder sobrenatural do Espírito Santo é algo peculiar em nossas Ministrações através dos Diáconos, dos Evangelistas, de nossos Pastores, Bispos e do próprio Apóstolo.

Esse poder nos é concedida para uma vida cristã de conquistas e de vitórias. Poder e Autoridade sobre o pecado; Poder e Autoridade sobre as mais terríveis aflições; Poder e Autoridade sobre as circunstancias que há no mundo; Poder e Autoridade sobre as tentações satânicas; Poder e Autoridade sobre a própria morte e o inferno. Nada, absolutamente nada nos separa do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Romanos 8:35). Esse tem sido o viver diário dos Obreiros da Missão Apostólica sem Fronteiras, e por  isso proclamamos em bom e alto som: UNÇÃO, PODER, FOGO E GLÓRIA!

  1. FOGO

Numa época de multiplicação da iniqüidade  (Mateus 24:12) , percebe-se claramente  o esfriamento de muitas Igrejas, transformada num vale de ossos secos (Ezequiel cap. 37). O fogo tem sido o símbolo da obra de avivamento em nosso meio. Essa Obra representa o Sonho de Deus para nossas Igrejas, em função de seus resultados, e isso tem sido o divisor das águas para separar o trigo do joio, principalmente quando a iniqüidade opera no seio da Igreja, e nessa perspectiva o  fogo do avivamento nos dá rendição absoluta a Deus. “Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”, 1Rs 18: 38-39.

Como eram os dias de Elias? Eram dias de ambigüidades. Havia um Israel que ora servia a Deus, ora servia a Baal. Ora dizia que o Senhor é Deus, ora dizia que Baal era deus. Então Elias desafiou a todos: “Por que vocês estão divididos em dois pensamentos? Se Baal é deus sirvam a ele, mas se o Senhor é Deus, servi-O”. Porém, vocês precisam decidir. Elias os desafiou para uma prova e Deus respondeu com fogo. O holocausto foi consumido e como o povo reagiu? Prostrado diante do Senhor dizendo: “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus”.

 O fogo do avivamento nos leva a radicalizar para uma  vida totalmente consagrada ao Senhor. “Agora, porém, declara o Senhor, voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto. Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois é ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça”, Joel 2: 12-13.

Poderíamos chamar Joel de “O Profeta do Avivamento” ou “O Profeta do Derramar do Espírito”. Esse fogo abrasador incendiava o coração dos crentes na Igreja primitiva, com uma tremenda colheita de almas, e a conquista de territórios que ultrapassaram as fronteiras do Mar Mediterrâneo, dando cumprimento  a profecia de Joel 2: 28: “derramarei o meu espírito sobre toda a carne…”.  Esse rebanho sem fronteiras da MASF vivencia esse Avivamento como herança, e representa um DNA espiritual que corre em nossas veias.

O fogo do avivamento na MASF  tem como propósito de compungir de compaixão pelas almas perdidas, impulsionando-nos a romper com o nosso território para uma grande colheita de almas. O avivamento também traz novas vocações para a obra missionária. Isso nos fez levantar mais de 12 gerações de Pastores e Pastoras, além de diáconos, evangelistas e Bispos.  A base dessa tremenda Unção de Avivamento é embasssada no derramar do Espírito Santo, conforme relato de Atos 1:8 “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra”.

               

Temos nos inspirado em grandes Avivalistas que fizeram a história da Igreja Contemporânea, como John Knox que orava assim: “Senhor, dá-me a Escócia ou eu morro”; George Whitefield: “Se não queres dar-me almas, retira a minha!”; D. L. Moody: “Usa-me, então, meu salvador, para qualquer alvo e em qualquer maneira que precisares. Aqui está meu pobre coração, uma vasilha vazia, enche-a com Tua graça”; Henrique Martyn, ajoelhado na praia da Índia, dizia: “Aqui quero ser inteiramente gasto por Deus”; David Brainerd: “Eis-me aqui, Senhor. Envia-me até aos confins da terra: envia-me aos bárbaros habitantes das selvas, envia-me para longe de tudo que tem o nome de conforto, na terra; envia-me mesmo para a morte, se for no Teu serviço e para o progresso do Teu reino”.

Este é o clamor, a oração, o grito e a paixão de coração que incendeia a  Missão Apostólica sem Fronteiras  pelo fogo do reavivamento. Quem experimenta esse fogo sai pelos quatro cantos da cidade de Manaus, de Vitória, de Fonte Boa, de Taubaté e do Rio de Janeiro,  incendiando corações com o evangelho de Jesus, seja através de literatura, cruzadas, campanhas, Grupos organizados dos MD4, NEFs, QualiCamps e Novas Congregações, porque o importante são as almas.

         O livro de Levítico mostra que os sacerdotes deveriam manter o fogo constantemente aceso sobre o altar. Sempre tinha de haver lenha para que o fogo não se apagasse. Deus nos aviva, mas cabe a nós o papel de manter a chama acesa. Isso é feito através de uma vida de oração, estudo da Bíblia, de louvor e adoração.

Queremos esse fogo que nos incendeia de compaixão pelas almas. Fogo que estava na sarça ardente, que atrai a Moisés para definir o seu ministério (Exodos 3:2); fogo de avivamento que se manifestou  numa coluna de fogo que dava direcionamento ao povo de Deus no deserto (Exodos 13:21); fogo de avivamento que se manifestou ao povo de Israel quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas dos 10 Mandamentos, na ocasião em que o Monte Sinai fumegava  ante o poder  e a glória de Deus; Fogo de avivamento que arrebatou o Profeta Elias sem experimentar a morte, sendo levado aos céus  num  redemoinho com carro e cavalos de fogo (II Reis 2:11); Fogo de avivamento no chamado do Profeta Isaias quando um Serafim voou em sua direção com uma brasa viva do altar, tocando em seus lábios e anulando a sua iniqüidade, capacitando-o para o exercício do Ministério Profético (Isaias cap. 6). A Bíblia diz em Hebreus 12:29 que o nosso Deus é um fogo consumidor, e isso tem sido o diferencial da MASF e que nos faz profetizar sobre um vale de ossos secos, para que haja vida  nas pessoas que se encontram  mortas em seus delitos e seus pecados.

  1.   GLÓRIA

O quarto nível dessa Unção, Poder, Fogo e Glória, expressa em nossos lábios como estilo e prática de Ministério, é a manifestação da Glória de Deus em nossas vidas. O Apóstolo Paulo nos assegura em Filipenses 1:11, que somos criados para o louvor de sua  Glória.

Em face das lutas e dos embates que sofremos no decorrer de nosso Ministério, a Glória de Deus presente em nossas vidas representa a terapia compensatória, e o Apóstolo Paulo compartilhou  conosco essa experiência magnífica segundo o qual, Os sofrimentos do tempo presente, não se comparam com a glória que há de ser revelada. (Romanos 8:18).

É bom que se diga que, a manifestação da Glória de Deus em nossas vidas, no tempo presente nos é concebida através da Unção do Espírito Santo que em nós habita. Necessariamente não é um privilégio somente daqueles que partiram e estão presentes junto à Glória do Pai. Nesse contexto, o Apóstolo Paulo nos garante que, se perseverarmos com Ele, com Ele também reinaremos (II Timóteo 2:12). Noutras palavras,  já estamos reinando com  Cristo  em vida.

Portanto, a manifestação da Glória de Deus na vida do crente é inerente na vida material presente para nos aliviar do sofrimento, e bem como no futuro, conforme nos assegura o Apóstolo Pedro, em sua primeira carta, capítulo 5 verso 4, no qual nos afirma que  receberemos uma coroa de glória!

A gloriosa presença de Deus em nossas vidas, é muito mais do que um presente, é um Galardão reservado para aqueles que são fiéis e que consagraram suas vidas para a prática do Ministério. Os céus declaram a Glória de Deus (Salmos 19:1). Jesus veio ao mundo para encher o crente de sua Glória (Lucas 2:29-32),  pois Ele  é a manifestação encarnada da Glória de Deus (João 1:14).

Alguns homens de Deus no passado foram  surpreendidos com esse Galardão, pois foram fieis na prática do Ministério, a exemplo de Enoque que viu a Glória de Deus e foi transladado para o céu, sem conhecer o drama da morte. Elias viu a Glória de Deus e foi arrebatado num carro de fogo.

CONCLUSÃO

Como Apóstolo, sei e  acompanho as dificuldades de nossos Pastores que estão na fronte de seu ministério no campo missionário junto às glebas, favelas, verdadeiros bolsões de miséria, local onde se concentram grande parte de nosso rebanho e ovelhas. Mas foi para lá que o Senhor nos comissionou para evangelizar os pobres (Lucas 4:18 e 19).

Em II Cor. 5:14 a Bíblia diz que O amor de Cristo nos constrange. Nos constrange outrossim sabermos que não oferecemos salários e nem conforto material  para os nossos Obreiros. Somos mantidos pelos milagres de Deus, pois não dispomos de recursos financeiros. Náo temos o apoio de nenhum Empresário ou Instituição Estadual ou Federal. Mas somos operacionalizados pelos Milagres de Deus, assim também como Jesus vivia pela Fé na obra missionária com os Seus Discípulos. E muitos foram martirizados  face ao desafio de consolidar o Reino de Deus no século I.

O Evangelho não nos promete riquezas materiais, mas isso não nos impede de vivermos para  a glória de Deus (João 17:10). O nosso consolo nos é dado na experiência vivenciada pelo  Apóstolo Paulo, nosso precursor, b nos assegurando que, … Os sofrimentos do tempo presente, não se comparam com a glória que há de ser revelada. (Romanos 8:18).

Fica assim esclarecido o  Modus Operandi da MASF-BRASIL, com UNÇÃO, PODER, FOGO E GLÓRIA!

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